18 Junho 2018

O impacto das tecnologias no meio ambiente

Introdução

A evolução tecnológica revolucionou a maneira como vivemos as nossas vidas. A comunicação e outro número de serviços está hoje disponível à distância de clique ou uma simples mensagem de chat. A tecnologia evoluiu tanto, e com essa evolução a necessidade de usar diferentes recursos naturais para suportar esta evolução tecnológica. As nossas vidas foram impactadas pela evolução tecnológica de tantas maneiras diferentes, que é difícil quantificar ou enumerar algumas das áreas mais afetadas. Neste artigo, será abordado o impacto das tecnologias no meio ambiente.

Como em tantas outras áreas, a evolução tecnológica tem um impacto significativo nos recursos que consumimos por todo o planeta.

Energia elétrica é usada para fazer trabalhar a tecnologia de hoje em dia, no entanto para gerar a crescente energia necessária, são também criados subprodutos prejudiciais à nossa saúde e para o planeta.

Produção de energia elétrica

A produção de energia elétrica mais que duplicou nos últimos vinte anos, com um grande impacto do continente asiático:

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Fonte: Enerdata

Com este aumento, e porque apenas recentemente esforços adicionais foram tomados para a introdução de energias renováveis, a maior parte veio do consumo de combustíveis fósseis, gerando com isso, conhecidos efeitos secundários, como aquecimento global ou o buraco de ozono e muita poluição. Apenas recentemente, uma maior consciência e reconhecimento que estes factos estão ligados, permitiram criar as condições necessárias para atrair mais consciência para os impactos negativos da utilização destes recursos nas nossas vidas e com isso a necessária vontade política para começar a fazer mudanças.

Produção de energia no mundo

Não existem informações fiáveis acerca do número de computadores ou outros dispositivos eletrónicos no mundo, de hoje ou no passado, mas existe informação acerca dos números de dispositivos ligados à internet ao longo do tempo:

Estes números permitem criar uma referência para o crescimento dos dispositivos eletrónicos usados nos últimos anos, que permite ter uma ideia de quanta energia é necessária para manter todos estes dispositivos a funcionar.

No ano 2000, havia cerca de 415M de dispositivos ligados à internet, que nesta altura, significa computadores. Em 2016 e tendo em conta todos os tipos de dispositivos, havia cerca de 3.5MM. Isto representa um crescimento de 826% em 16 anos. É expectável que estes valores continuem a crescer dramaticamente com a crescente introdução de outros tipos de dispositivos. De realçar que não é claro se estes números incluem todos os equipamentos de rede (networking) necessários para manter a “internet” ativa, tais como servidores e routers.

Apesar da maior parte dos serviços de internet que usamos hoje estejam montados em infraestruturas “could”, ainda são necessários computadores físicos para os disponibilizar. As grandes empresas partilham recursos de IT através de datacenters que concentram um grande número de servidores, enquanto partilham o mesmo edifício e mecanismos de refrigeração, tornando-se assim uma maneira mais eficiente de providenciar serviços de IT. No entanto, os datacenters continuam a precisar de energia elétrica para funcionar.

 “An estimate of total U.S. data center electricity use (servers, storage, network equipment, and infrastructure) from 2000-2020. In 2014, data centers in the U.S. consumed an estimated 70 billion kWh, representing about 1.8% of total U.S. electricity consumption. Current study results show data center electricity consumption increased by about 4% from 2010-2014, a large shift from the 24% percent increase estimated from 2005-2010 and the nearly 90% increase estimated from 2000- 2005. Energy use is expected to continue slightly increasing in the near future, increasing 4% from 2014-2020, the same rate as the past five years. Based on current trend estimates, U.S. data centers are projected to consume approximately 73 billion kWh in 2020.

Fonte: https://eta.lbl.gov

 

Isso significa que com o crescimento dos números de dispositivos de IT que são utilizados, também é expectável que a necessidade de energia elétrica também aumente, visto que tanto do ponto de vista de consumo de energia como na área de eficiência energética, não houve melhorias significativas nos últimos anos.

De mencionar que num futuro próximo, veículos elétricos vão ser uma alternativa em conta, contribuindo assim para a crescente necessidade de energia aléctica. Também, as tecnologias que estão atualmente a ser desenvolvidas na área de “carregamento rápido”, consomem valores significativos de energia de forma a conseguirem ser tão rápidos quanto possível.

Mineração de moedas digitais

Como parte de uma nova tendência, as moedas digitais tornaram-se muito populares. Infelizmente, devido aos cálculos complexos necessários para minerar estas moedas, a energia elétrica necessária para estas operações é extremamente elevada. Como subproduto direto desta operação, calor é também gerado, que por sua vez, necessita de arrefecimento através da utilização de ar condicionado ou outros dispositivos semelhantes que também consomem energia elétrica, gerando por sua vez mais calor.

De acordo com digiconomist.net, o consumo de energia elétrica gasta para minar moedas, foi de cerca 66 TWh/ano, que representa cerca de 0,3% do consumo total mundial, tornando-se um valor significativo quando comparado com o real valor que estas moedas detêm para as nossas necessidades diárias. Porque se trata de um bem digital, comercializado como qualquer outro bem, o seu valor vive apenas do que outra pessoa pensa que vale (especulação). Não mantém qualquer tipo de valor, nem acrescenta nenhum benefício para o ser humano visto que não é aceite como moeda. Isto faz com que mineração de moedas digitais, seja um completo desperdício de recursos valiosos.

Produção de dispositivos eletrónicos e o seu impacto

Dispositivos eletrónicos são construídos através da utilização de alguns dos recursos mais comuns no nosso planeta, como por exemplo areia e alguns dos mais raros, como ouro. Também são usados no processo, químicos extremamente perigosos e prejudiciais como chumbo e mercúrio.

Estes materiais precisam de ser extraídos do solo do nosso planeta, nem sempre seguindo as práticas mais ecológicas ou respeitosas do ambiente, especialmente nos países mais pobres que não têm acesso a equipamento de mineração e processamento a preços acessíveis e mais importante, o conhecimento e consciência para temas relacionados com a proteção ambiental. Nestes sítios, químicos extremamente perigosos são usados, como o mercúrio, de maneira a extrair os materiais. Estes acabam por ser deitados no solo sem qualquer tratamento ou preocupação para com o ambiente ou pelas zonas onde as pessoas vivem.

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Mina de cobre na cidade de Green Valley, Arizona

A mina Mir na Sibéria é outro exemplo de quão prejudiciais os humanos conseguem ser para o ambiente. Esta mina pode ser vista do espaço:

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Este “buraco” tem mais de 500m de profundidade e 1.2km de diâmetro. Feito pelo homem e nem sequer é o maior no mundo.

Países mais pobres são severamente afetados por este tipo de indústria. Primeiro, porque têm algumas das maiores reservas, mas principalmente por causa dos custos de mão-de-obra mais baixos. Estes países vão ser eventualmente “forçados” a facilitar alguma flexibilidade visto que estas áreas de negócio representam alguns dos maiores sectores económicos. As grandes empresas de eletrónica também têm a sua culpa, visto que hoje em dia tudo é orientado para os lucros, e todas as empresas competem para o preço mais baixo e margem de lucro mais alta, sem exceções. Neste artigo nem sequer foi mencionado as condições que os trabalhadores são obrigados nestes sítios. Nada que uma simples pesquisa na internet não consiga resolver… (deixo a pesquisa a cargo do leitor).

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Construir os dispositivos de hoje em dia, que tipicamente têm uma vida de cerca de 2 a 3 anos, consomem uma grande quantidade de recursos. Para construir um computador normal, são necessários:

• 3 vezes o seu peso em combustíveis fósseis
• Por cada grama de uma “bolacha de silicone”, 630 gramas de combustível fóssil são usados
• Por 2 gramas de microchips, são necessários 1,5 kg de combustíveis e outros químicos. Já para nem falar nos 30kg de água potável
• Um PC, precisa de cerca de 1,5 toneladas de água para ser fabricado
• 22 kg de químicos prejudiciais, extremamente perigosos e prejudiciais, como chumbo

A maneira como podemos reduzir este impacto é usar os nossos dispositivos aos seus limites. Quando ficam desatualizados, estes podem ser reaproveitados, por exemplo, ao serem doados para caridade ou para outros propósitos onde a necessidade de processamento é mais baixa (por exemplo, domótica para casas).

Quando a sua vida está terminada, é crucial que estes dispositivos sejam deitados fora de forma responsável e reciclados para que possam renascer com um novo propósito. Nunca, em qualquer situação, dispositivos eletrónicos podem ser deitados fora no lixo comum.

A reciclagem é a solução?

Reciclagem é a única solução aceitável para os nossos dispositivos eletrónicos. No entanto, existem custos associados a processo, devido à necessidade de separar os diferentes tipos de materiais usados no processo de fabrico. Alguns países optam por aplicar taxas no ato de compra de novos dispositivos que posteriormente são direcionados para suportar parte dos custos de reciclagem de dispositivos eletrónicos.

Independentemente dos custos de reciclagem, não significa que não seja uma área de negócio rentável. A eletrónica não inclui apenas materiais tóxicos, mas também materiais raros que podem ser vendidos e reciclados para novos propósitos. Já para nem falar dos tradicionais alumínio e materiais baseados em produtos petrolíferos que retêm o seu valor e podem ser reciclados múltiplas vezes. Existem várias empresas que se especializaram nesta área.

“Recycling aluminium, for example, can reduce energy consumption by as much as 95%. Savings for other materials are lower but still substantial: about 70% for plastics, 60% for steel, 40% for paper and 30% for glass. Recycling also reduces emissions of pollutants that can cause smog, acid rain and the contamination of waterways.”

Fonte: Economist

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Fonte: Eurostat

O Eurostat mantém indicadores da taxa de reciclagem para dispositivos eletrónicos. Esta taxa é calculada como a quantidade de equipamento vendido VS os reciclados. Como pode ser visto no gráfico acima, a taxa tem subido, no entanto em 2015 era apenas de 35%.

No final, todos são responsáveis por garantir que todos os dispositivos eletrónicos, baterias, carregadores, etc., são deitados fora e entregues em centros de reciclagem. É extremamente comum encontrar situações onde baterias / pilhas são deitadas fora no lixo comum. Estes representam um grande perigo para a nossa saúde e causam danos severos no meio ambiente.

 “For humans, both lead and cadmium can be taken only by ingestion or inhalation. Mercury another harmful metals can even be absorbed through the skin, although this metal’s use in batteries has declined greatly due to laws and regulations that have been put in place (E.g. US Battery Act, 1996) to reduce its content.

These harmful substances permeate into the soil, groundwater and surface water through landfills and also release toxins into the air when they are burnt in municipal waste combustors. Moreover, cadmium is easily taken up by plant roots and accumulates in fruits, vegetables and grass. The impure water and plants in turn are consumed by animals and human beings, who then fall prey to a host of ill-effects. Studies indicate that nausea, excessive salivation, abdominal pain, liver and kidney damage, skin irritation, headaches, asthma, nervousness, decreased IQ in children and sometimes even cancer can result from exposure to such metals for a sufficient period of time.

In addition, potassium, if it leaks, can cause severe chemical burns thereby affecting the eyes and skin. Landfills also generate methane gas leading to the ‘greenhouse effect’ and global climatic changes.

Fonte: Frost.com

O que pode ser feito para minimizar o impacto no meio ambiente?

Vivemos numa sociedade onde regra geral, a consciência ambiental não existe. Isto é uma realidade transversal a todos os sectores da nossa sociedade. Os governos não têm a determinação para fazer alterações significativas visto que também não existe motivação da sociedade para de uma forma clara e determinada encorajar estes movimentos.

Também, a maneira como a maioria das pessoas leva o seu quotidiano, onde os bens materiais são descartáveis, nem todas as pessoas estão preocupadas em se desfazer destes bens através da reciclagem, habitualmente escolhendo a maneira mais fácil que é simplesmente deitar fora no lixo comum. Quantas vezes lhe foi oferecida uma palhinha de plástico para a sua bebida ou simplesmente atirada para dentro do seu copo? Quantas vezes recusou a palhinha de plástico? A grande maioria dessas palhinhas acaba no lixo comum, ou durante o processo, a flutuar no oceano (por muitas razões). Pequenas ações, como recusar uma palhinha de plástico pode ter um impacto significativo no meio ambiente. Isto aplica-se a muitas outras situações. Simplesmente precisamos de pensar nas coisas que deitamos fora minutos depois de as recebermos. Recuse essas coisas.

As empresas estão interessadas em fazer lucros e as preocupações ambientais não estão de todo alinhadas para os lucros. Existem custos associados com a iniciativa de respeitar o meio ambiente. Mesmo quando não existem custos, é comum escolher a maneira mais fácil de fazer as coisas e despejar resíduos (subprodutos dos processos de fabrico) diretamente na natureza sem o tratamento apropriado. É comum encontrar regiões onde a saúde das pessoas é afetada por este tipo de comportamentos. Em alguns casos, e porque é mais barato ter essa abordagem, algumas empresas contratam laboratórios para “criar” resultados que lhes são favoráveis. Nos anos 1960 uma empresa nos EUA fez precisamente isso. Há um filme conhecido que retrata (e dramatiza) o processo (Erin Brockovich). É uma história verídica.

As empresas também estão interessadas em vender novos dispositivos em vez de os fazerem durar mais. É comum encontrar provas que um dispositivo foi construído para um determinado número de utilizações e depois disso, ser deitado fora. Tipicamente, os custos de reparação de um equipamento, como um smartphone, pode ser muito próximo do custo de um novo. Em alguns casos, os fabricantes instalam peças que se vão partir no processo de desmontagem para deliberadamente evitar a sua reparação.

Adicionalmente, empresas são orientadas para os lucros, e desenhar produtos com uma vida útil mais curta do que aquela que pode ser tecnicamente obtida é uma estratégia comum na indústria. Muitas vezes e especialmente em dispositivos eletrónicos, é uma estratégia comum os fabricantes instalarem uma funcionalidade de “suicídio” que se vai automaticamente ativar depois de um certo número de utilizações, apesar de não haver nada de errado com esse dispositivo.

É responsabilidade de todos nós levar as nossas vidas de uma forma sustentável. Isto pode ser atingido através da redução dos recursos utilizados a um mínimo, como por exemplo, embalagens, veículos e compras. Algumas das ações com impacto positivo no meio ambiente, incluem usar os bens materiais ao máximo da sua vida útil, recusar usar produtos de plástico, poupar água e energia. Usar transportes públicos para as viagens casa-trabalho também é uma boa maneira de salvar o nosso planeta.

Outra maneira de contribuir, é aplicar a política dos 3R: Reduzir, Reutilizar e Reciclar.

Como exemplo, é substancialmente mais prejudicial para o ambiente produzir um carro novo, quando comparado com manter e reparar um carro mais velho (mesmo que emita mais poluição). Portanto é de pensar duas vezes antes de comprar o modelo mais recente do seu carro favorito.

Especificamente para empresas de IT, também há coisas que podem ser feitas. É possível imaginar que a maioria das empresas nesta área produzem muito lixo eletrónico. As empresas precisam de garantir que este lixo é devidamente enviado para centros de reciclagem. Também, no que diz respeito a consumo de energia elétrica, é muito comum deixar computadores ou monitores ligados durante a noite sem qualquer razão especial, mesmo que o modo de “standby” seja utilizado. Porque não desligar estes dispositivos durante a noite mesmo que apenas energia residual seja consumida? Iluminação inteligente ou ar condicionado, separação de lixo, também estão na lista. E acerca de copos de plástico para água ou café? Quantos são usados por dia e porque não podem ser utilizados de vidro (reutilizável)?

Energias renováveis

Investir em energias renováveis também é uma excelente maneira de contribuir para a mudança, para uma economia mais verde e obter algum retorno financeiro sem causar danos significativos no ambiente. Nunca foi tão barato comprar painéis solares que podem ser usados para carregar dispositivos móveis, ou painéis maiores que podem fornecer energia para edifícios inteiros, já para nem falar na redução substancial de despesas relacionadas com energia.

Várias empresas e governos estão a investir nesta área, não apenas pelos benefícios ecológicos, mas também para reduzir a dependência de países vizinhos por energia elétrica contribuindo assim para reduzir o défice da balança comercial. É também interessante ver que existe uma competição saudável acerca do número de dias que um país consegue “sobreviver” sem recorrer à geração de energia elétrica através de combustíveis fósseis.

“UK runs without coal power for three days in a row”

Fonte: The Guardian

Existem múltiplas maneiras de investir nesta área. Alguém que não consiga ou não tem o espaço necessário para adquirir painéis solares, mas poderá ter maneira de adquirir participações em fundos de investimento desta área, com a possibilidade de ter alguns ganhos monetários no processo. Existe uma grande oferta que está habitualmente disponível em bancos normais. Estes produtos costumam oferecer uma taxa de retorno baixa, mas constante. Também investem em múltiplas áreas através do investimento nas várias áreas de energias renováveis. Também é normal estes fundos investirem em I&D nesta área. Um facto interessante, é que empresas que comercializam produtos petrolíferos também estão a investir nesta área, antecipando que mesmo estas empresas estão cientes da mudança de mentalidade que está prestes a acontecer.

Também é possível fazer um investimento para uso doméstico, mas neste caso, vai demorar tempo para ter retorno sobre o investimento. Um conjunto de dois painéis solares, vai demorar cerca de quinze anos para cobrir o investimento. É preferível e mais eficiente fazer investimentos em larga escala.

Empresas que são uma referência

Algumas empresas implementaram políticas internas e assumem compromissos para uma economia “mais verde” como exemplo o retalhista internacional (supermercados ALDI) implementa fortes políticas nesta área. Por exemplo, as lojas mais recentes são instaladas com vários painéis solares que não só são suficientes para abastecer a loja, mas também têm iniciativas para permitir o carregamento de carros elétricos gratuitamente, usando a energia gerada com os painéis:

Outro exemplo, em que foram criadas as iniciativas para eliminar a utilização de certos químicos prejudiciais dos produtos que vendem:

Conclusão

Gostaria de deixar uma referência adicional, para um vídeo que mostra o destino final de uma grande parte dos dispositivos eletrónicos que simplesmente deitamos fora. Em alguns casos, até dispositivos que nos desfizemos corretamente:

É referenciado no filme que este lixo vem de países desenvolvidos que é conhecido que têm programas para gestão de lixo eletrónico.

Lamento se os vídeos são chocantes, mas são a realidade e o contributo de todos nós para a sociedade.

É crucial que seja promovido um alinhamento das mentalidades das pessoas, para que este problema possa ser resolvido para as próximas gerações.

Se o ser humano continua a usar os recursos da terra como se estes fossem infinitos, em breve não haverão mais recursos disponíveis. Também, todos precisam de ser conscientes da pegada ambiental que deixamos para trás. Neste artigo, nem sequer foi mencionado em detalhe as alterações ambientais comprovadas que nos estão a afetar a todos devido à maneira como gerimos as nossas vidas e utilizamos os recursos disponíveis, nem outros temas relacionados com proteção ambiental. Existe muito para ser feito, mas o maior desafio é a mudança de mentalidade.

Quando era mais novo, o meu avô costumava dizer-me que na natureza, nada se ganha e nada se perde. Tudo se transforma. Nós apenas precisamos de ter cuidado com o aquilo em que se transforma!

É possível manter o nosso estilo de vida, com acesso a eletrónica futurista e com respeito pelo meio ambiente. Apenas é necessário criar vontade para mudar e pensar acerca das consequências dos nossos atos para o ambiente. Pequenas ações têm grande impacto.