1 Maio 2018

O bê-à-bá do Marketing em 2018

2017 foi um ano marcado pelas constantes evoluções tecnológicas e, embora ainda estejamos no início do ano, este será igualmente disruptivo. Atualmente, torna-se praticamente impossível não reconhecer o impacto que a transformação digital teve e tem no mundo do Marketing. Não estamos a falar de um conceito futurista, pelo contrário, é algo cada vez mais importante e que as empresas devem prestar o máximo de atenção de forma a assegurarem a sua competitividade no mercado.

O Marketing mudou e novos recursos estão agora em destaque, ampliando assim o leque de oportunidades. As organizações foram obrigadas redefinirem a estratégia nos seus departamentos de forma a se adaptarem, evoluírem e incorporarem novas formas de comunicar, para conseguirem transmitir a mensagem certa ao seu público-alvo. Por outro lado, com estas inúmeras transformações, a informação tem assumido um papel cada vez mais relevante no dia-a-dia dos marketeers.

Num mundo cada vez mais conectado, o aumento do volume de dados é exponencial, e estes dados, necessitam de ser corretamente processados e analisados para que as estratégias utilizadas sejam relevantes e impactantes. O Big Data e o Analytics estão em evidência devido à sua capacidade de analisar dados e ajudar os departamentos de Marketing a tomar as melhores decisões estratégicas. Assim, a incorporação do conceito Big data, nunca foi tão essencial, vindo assim revolucionar as áreas do Marketing.

O Big Data possibilita a análise de dados não estruturados oriundos dos mais diversos processos como, por exemplo, campanhas, vendas, relacionamentos, atendimento ao cliente, blogs, social media, entre outros. Como os dados permitem que as empresas conheçam os hábitos, preferências e histórico de interações com a marca de cada pessoa, é ainda possível avaliar os seus comportamentos de compra e aplicar o conhecimento na previsão das necessidades e condutas dos seus clientes, bem como realizar ações de relacionamento e retenção.

Consequentemente, as rotinas desta área passaram a ser completamente otimizadas. Os processos de marketing são cada vez mais precisos e o uso de ferramentas que analisam dados passou a ser vital para as empresas, uma vez que lhes possibilita compreender verdadeiramente os seus clientes, identificando as suas preferências e necessidades, o que representa agilidade nos processos e a realização de ações com maior retorno de investimento.

E, se antes as empresas agiam a olhar para o histórico dos seus clientes e interpretando dados desatualizados, hoje é crucial monitorizar o seu mercado em tempo real e até antecipar cenários, para que a tomada de decisão seja o mais assertiva possível. Não esquecendo que o cliente ou potencial cliente é cada vez mais exigente.

O Big Data representa um enorme passo para o marketing, e não se concentra só no que o cliente quer no momento, mas antecipa as suas verdadeiras necessidades e interesses. Importa realçar que, apenas através de uma boa gestão de dados, é possível conhecer quem realmente é o seu cliente, bem como todos os seus comportamentos e hábitos para que se consiga determinar quais as melhores estratégias a serem adotadas.

Tudo evolui e nos últimos anos, temos assistido ao aparecimento de novas tendências, desde o crescimento do Marketing de conteúdo, à maior preocupação das empresas em tornarem os seus canais de social media verdadeiramente bidirecionais, passando pela aposta das empresas em gerar tráfego orgânico em vez de colocarem todo o seu orçamento em tráfego pago, nomeadamente em anúncios.

Estas novas tendências vêm proporcionar às empresas um enorme volume de conteúdos, gerado online, sobre os seus clientes, através de diversas fontes, tais como: sites, blogs, social media, serviços de armazenamento de fotografias e vídeos, dados de navegação, entre outros. Posto isto, é essencial que as organizações consigam interpretar todos estes dados, o que só é possível através de ferramentas eficientes de extração de informação relevante.

Desta forma, o Big data tem todo o potencial para mudar a forma como as empresas gerem o seu relacionamento com os clientes, possibilitando a identificação de oportunidades de negócio, ao mesmo tempo que analisam também as reações do público a novos produtos, combinando os dados internos com os comentários realizados em social media, blogs, fóruns, entre outros. Por outro lado, permite ainda que seja possível identificar tendências, associações ou reconhecer certos padrões, com o objetivo de melhorar a experiência do consumidor para com a marca.

E a sua organização? Está preparada para estes novos desafios?

  • Artigo de opinião publicado no meio Briefing - 1 Maio, 2018