Business Intelligence e Analytics

Num cenário onde os detalhes podem fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso, ter ferramentas que tornem os gestores capazes de encontrar o melhor meio de nortear o crescimento da sua empresa, é um trunfo fundamental.

A competitividade do mundo dos negócios alcança, a cada dia, níveis nunca antes vistos. Empresas, sejam elas de pequena ou grande dimensão, sofrem com a necessidade constante de maximizar as suas operações para que se mantenham atrativas para o mercado e alcancem os melhores resultados.

As novas tecnologias do Analytics, Big Data, Cloud e da Mobilidade estão a mudar os negócios e a proporcionar novas oportunidades às empresas. No entanto, é necessário que sejam criados fatores diferenciadores que tornem as empresas competitivas, o que passa por criar pontes entre aquilo que o negócio procura e precisa, e o que os sistemas tecnológicos podem efetivamente entregar.

Desta forma, o impacto da digitalização tem vindo a criar novos e importantes desafios que obrigam as organizações a reinventarem-se. As constantes mudanças tecnológicas em curso, apesar dos seus inegáveis benefícios, podem constituir uma desnecessária distração. A Mobilidade, a Internet of Things, o Big Data, a Cloud, e muitos outros termos, criaram um novo problema – como lidar com o excesso de informação?

Como destrinçar, no meio de toda esta informação, a que é relevante da que é acessória? Qual a melhor forma de apresentar estes dados de modo a facilmente identificar, em antecipação, as áreas que necessitam de atenção?

O Business Intelligence (BI), tal como o Business Analytics, são ferramentas criadas e pensadas para ajudar as organizações a conhecerem e a desenvolverem, de forma eficaz, o seu negócio. Conhecer o desempenho do negócio e prever a sua evolução são aspetos fundamentais para uma tomada de decisão informada. Este conceito, não é propriamente novo entre as organizações, há muito que tem vindo a assumir um papel determinante na estratégia de todas as empresas que pretendem tornar-se competitivas no mercado.

Decisões com base em intuição e não no conhecimento estão ultrapassadas. Atualmente, as de soluções de BI, que disponibilizam novos algoritmos, oferecem um maior conhecimento do negócio, e possibilitam que grande parte das análises preditivas e prescritivas proporcionem previsões com uma precisão muito significativa.

Adotar o Business Intelligence oferece muito mais à sua empresa do que aquilo que pode imaginar. São inúmeros os benefícios, diretos e indiretos. O controle total da informação, aliado a uma gestão analítica dos dados, fornece uma enorme gama de variáveis que ajudam a escolher o melhor caminho para uma estratégia. Conhecer o panorama da empresa em diferentes perspetivas faz com que a chance de erro seja significativamente minimizada.

Assim, quer isto dizer, que é fácil de compreender por um gestor a importância de desenvolver um bom sistema de Business Intelligence na sua organização, assente nas premissas das suas necessidades estratégicas e de negócio garantindo que possa operar e atuar com níveis máximos de eficácia e eficiência.

Em Portugal as empresas têm adotado medidas internas que vão no sentido de desenvolverem os seus mecanismos de Business Intelligence para resolver a problemática da necessidade de informação para tomada de decisão.

É essencial assegurar que os responsáveis tecnológicos dispõem da informação necessária de contexto que lhes permita identificar a mais efetiva para os objetivos pretendidos. Com o devido enquadramento, os responsáveis pela área de inteligência de negócio podem comunicar à gestão toda a riqueza dos dados que lhes permita concorrer num mercado cada vez mais competitivo.

Assim, o foco das organizações deve estar no negócio e na eficácia da gestão, mantendo uma análise próxima das mudanças que acontecem no seu ambiente, mas também na monitorização constante da operação. Para esta última, a informação clara, atual e que permita agir de forma rápida é fundamental. Uma decisão com base em informação incompleta ou que não revele os aspetos fundamentais pode ter consequências muito negativas para as organizações, nas diferentes vertentes, do negócio à atribuição de recursos, passando pela gestão dos profissionais ou de várias outras naturezas.

Mas… Como assegurar que a informação apresentada tem em consideração todas as variáveis do negócio e reflete a sua complexidade e as dimensões mais relevantes? Para isso, e para que o resultado final seja o mais relevante, é essencial que os responsáveis tecnológicos tenham acesso às prioridades e aos objetivos de gestão. Deste modo, irão desenvolver uma solução de dashboards com uma visualização única do desempenho da organização, com funcionalidades preditivas que são um apoio fundamental à gestão.

O modelo tradicional de Business Intelligence é frequentemente associado ao fornecimento de dashboards para os executivos das organizações e a mecanismos de reporting que permitam monitorizar os pressupostos e métricas essenciais de desempenho identificados no planeamento. Os dashboards constituem uma ferramenta extremamente útil pela capacidade de agregação da informação e criação de um mecanismo de alerta quando algum dos indicadores definidos se altera.

Neste caso, um ambiente de thin-client é suficiente para a transmissão e atuação sobre esta informação, particularmente útil para situações de mobilidade. Mas é comum que seja necessária uma capacidade analítica desta mesma informação, isto é, a capacidade de, partindo da informação agregada, olhar para o detalhe de cada um dos dados disponíveis, para uma análise mais objetiva.

Este é o espaço de atuação natural das ferramentas de Business Analytics, essencial para gestores operacionais nas organizações, sejam estes gestores de produto, diretores comerciais ou de marketing. Estes gestores necessitam de uma solução rica, que suporte a interatividade e na qual tenham a capacidade de encontrar as respostas para as suas dúvidas de forma autónoma, sem necessidade de pedir apoio ao responsável de informática.

Os dashboards são uma solução imprescindível para as empresas que pretendam competir nos mercados atuais e futuros, tirando partido das novas tecnologias que estão na génese da transformação digital. Os benefícios para a gestão incluem a uniformização, integração e valorização das diversas fontes de dados dentro da organização, a fácil visualização da informação pertinente para o negócio, a integração de uma componente de análise que permite extrair os indicadores mais relevantes, a possibilidade de partilha com os restantes membros da equipa, o acesso multiplataforma e em qualquer local, a atualização permanente e a partir de qualquer local, entre outros. Tudo isto garantindo a segurança e integridade dos seus dados.

No entanto, algumas vezes deparamo-nos com soluções pouco práticas e muito dispendiosas. Outras vezes, encontramos soluções implementadas por departamentos completamente desligadas do resto da organização, isso porque algures dentro destas, os decisores não estão alinhados com uma estratégia comum de gestão de informação. Desse modo, não existe grande vantagem competitiva como um todo, mas sim, somente nesse setor especifico onde foi implementada essa solução.

É, de facto, um erro pensar em escolher uma solução tecnológica antes de pensar nas necessidades de negócio. O processo tem sempre de ser ao contrário, ou seja, primeiro importa analisar que tipo de informação pretendemos ter para a tomada de decisão, quais os meios para obter essa informação, quais as áreas dentro da organização que precisam desses sistemas, e finalmente, como vamos disponibilizar essa informação aos decisores.

Uma solução Business Intelligence nunca pode ser vista como uma commodity nem como um luxo, mas sim, como parte essencial da estratégia das organizações em gerir da melhor forma a sua informação que se encontra armazenada nos seus sistemas, mas que são de difícil acesso.

E a sua empresa, toma decisões com base em dados concretos?

  • Artigo de opinião publicado no meio Risco - 1 Junho, 2017